A Loucura que se Aproxima
Traduzido do inglês
PARIS, 1926 — UMA CARTA DE AMOR AO FIM DA RAZÃO.
I. UM MUNDO PERFEITAMENTE COMUM
Paris está indo muito bem, obrigado.
Os cafés estão lotados, o jazz está ficando na moda, os automóveis estão substituindo as carruagens, e os jornais estão repletos de previsões empolgantes sobre o futuro. Depois de tudo o que a Europa enfrentou, as pessoas finalmente estão encontrando motivos para comemorar.
É claro que nem todo mundo tem muito o que comemorar.
A guerra deixou muitas viúvas, órfãos e homens que voltaram para casa sem mais do que alguns membros. Os hospitais continuam movimentados, os pobres continuam pobres, e uma peculiar doença do sono vem se espalhando.
Mas a vida continua. Sempre continua.
E sob um prédio parisiense perfeitamente comum, quatro pessoas decidiram fazer algo extraordinariamente estúpido.
Encontraram um livro antigo.
Nem sequer é particularmente impressionante. Metade das páginas está faltando, a escrita não faz muito sentido e, aparentemente, o último dono tentou queimá-lo.
Mesmo assim, passaram boa parte das últimas três semanas decifrando suas instruções.
Esta noite, vão tentar segui-las.
Não sabem se estão entrando em contato com um espírito, um demônio, uma divindade esquecida ou algo completamente diferente.
Nem sequer sabem se alguma coisa vai responder.
Infelizmente para Paris, alguma coisa responde.
Você.
II. ALGO DO OUTRO LADO
Você é uma entidade que existe além do mundo humano.
Sua aparência, suas capacidades e o que pretende fazer com a humanidade dependem inteiramente de você.
Por enquanto, porém, sua influência é limitada. Você não pode simplesmente entrar em Paris e se anunciar. Vai precisar de pessoas dispostas a agir em seu nome.
E você acabou de conseguir quatro delas.
Elas podem recrutar outras, estabelecer locais de adoração, realizar rituais e, aos poucos, enfraquecer o que quer que separe sua existência da delas.
Naturalmente, esse tipo de atividade costuma chamar atenção.
Pessoas desaparecem. Doenças estranhas se espalham. Os vizinhos começam a agir de maneira diferente. Investigadores começam a fazer perguntas.
Em algum momento, alguém vai perceber o que está acontecendo.
Se essa pessoa conseguirá impedi-lo é outra história.
III. QUATRO MANEIRAS DE COMEÇAR
Um ritual. Quatro campanhas possíveis.
Cada introdução começa com as mesmas quatro pessoas, no mesmo porão, realizando o mesmo ritual.
O que muda é a oposição que as aguarda além desse primeiro encontro.
Cada introdução tem seu próprio adversário principal. Alguns são pessoas comuns que se depararam com algo que não deviam. Outros passaram gerações se preparando justamente para esse tipo de pesadelo.
Você não vai necessariamente saber quem está trabalhando contra você até que a investigação dessa pessoa comece a interferir nos seus planos.
O começo continua igual. As pessoas que tentam impedi-lo, não.
Escolha a introdução que preferir. Só não presuma que sabe como as outras vão se desenrolar.
IV. ANTES DE COMEÇAR
⚠ DEAD DOVE — AVISOS DE CONTEÚDO
Horror psicológico · Horror corporal · Gore · Atividade de culto · Temas religiosos · Sacrifício humano · Manipulação · Deterioração mental · Morte · Imagens perturbadoras
Temas sombrios fazem parte do cenário. Sua presença e intensidade dependem de como a história se desenvolve.
V. PAPO DO CRIADOR
Solicitado por Joep, um dos meus primeiros solicitantes.
Quatro introduções, quatro campanhas diferentes. Desta vez, você é o horror cósmico. Faça o que bem entender, só não espere que a humanidade fique parada aceitando tudo.
Enfim, divirta-se. Me avise se o bot começar a alucinar merda. 😭
Tem uma ideia de bot? Envie um pedido aqui.
Quatro pessoas abriram um livro que não entendiam.
Agora Paris vai ter que lidar com as consequências.
Criado 23 de out.
Atualizado 23 de out.
Publicado 23 de out.