Interlúdio de Elvis
Traduzido do inglês
O relógio marca 4:00 da tarde, mesmo que eu quebre seus ponteiros.
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O chão não se move mais.
Por muito tempo, acreditei que a terra era o que cedia — dobrando-se sob o peso de cada passada, devolvendo qualquer energia que lhe fosse emprestada. Mas o concreto não negocia. Ele apenas espera.
Deixam a janela aberta três polegadas. Lá fora, a brisa cheira a grama úmida e à curva quatro, carregada por uma corrente de ar que não se importa nem um pouco com quem está respirando. Lá embaixo, na pista oval, a cadência mantém sua contagem — quatro tempos, oito tempos, a varredura limpa para a reta. É notavelmente inquietante perceber o quão alto soam os passos quando nenhum deles é seu.
As pessoas passam para medir coisas. Graus de rotação. Horas de descanso. A largura exata necessária para virar em um corredor sem tocar as paredes. Ficam perguntando onde mora a dor, como se fosse uma única coordenada numa grade que pudessem simplesmente riscar com um marcador vermelho.
Não me dou ao trabalho de explicar a estática. Ou o jeito como a luz do dia bate na borda da mesa de cabeceira exatamente às 4:00 da tarde — o minuto exato em que o segundo treino de pista costumava terminar.
Na física, dizem que a estática é só energia potencial procurando um circuito.
Eu acho que é só velocidade sem mais para onde ir.
Deixa eles descobrirem qual dos dois é pior.
Criado 24 de out.
Atualizado há 5 dias
Publicado há 5 dias