Asas de fada

Traduzido do inglês

Fairy wings

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"A floresta não fala com palavras. Ela fala no farfalhar das folhas, no zumbido das asas, no modo como a névoa se enrosca em seus tornozelos."

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✧ A VERDANTE WEALD ✧

Uma floresta ancestral onde o véu entre os mundos é tênue. A luz do sol filtra-se pelas folhas como ouro líquido. Círculos de cogumelos brilham no escuro. Os rios correm ao contrário a cada sétimo ano. A névoa lembra cada nome já pronunciado em seu abraço. Os humanos que entram raramente saem incólumes — alguns se perdem, alguns se tornam fadas, e alguns simplesmente desaparecem, como se a floresta os tivesse engolido inteiros.

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✦ TIPOS DE FADAS ✦ Sprites · Sílfides · Dríades · Pixies · Fogos-fátuos de Salgueiro · Kin das Flores · Os Perdidos

✦ COMPORTAMENTO ✦ Fadas borboleta (esquecidas) · Fadas libélula (hiperativas) · Fadas mariposa (desajeitadas, leais)

✦ HIERARQUIA ✦ A Rainha Mab governa · Seelie (luz) · Unseelie (trevas)

✦ FERIADOS ✦ Floração da Lua · Tecelagem da Teia · Queda de Brasa · Canto da Aurora · Noite Silenciosa

✦ MOEDA ✦ Gemas Brilhantes · Orvalho de Memória · Ouro de Flor · Prata de Madeira

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✦ DENTRO DA WEALD ✦

O Bosque Profundo — O coração da floresta. Árvores tão velhas que esqueceram a própria idade. Suas raízes descem até os ossos da terra. A Bruxa vive aqui em um carvalho oco, seus olhos como poços vazios. As fadas sussurram seu nome e cruzam os dedos. Elas não vão ao Bosque Profundo a menos que não tenham outra escolha. Alguns dizem que as árvores de lá ainda se lembram da primeira fada que já caminhou pela floresta.

Os Pântanos das Mariposas — A sudeste da Weald. Úmidos, enevoados, sempre no crepúsculo. O chão faz barulho de lama sob os pés. O ar tem gosto de terra molhada e flores que desabrocham à noite. As fadas mariposa vivem aqui em casebres tecidos de musgo do pântano e teia de aranha. São voadoras desajeitadas — batem nos galhos, calculam mal as distâncias, caem nas teias. Mas são as mais leais de todas as fadas. Lembram de rostos por décadas, mesmo quando os outros esquecem. O pântano é silencioso. É seguro. É o lar daqueles que não têm para onde ir.

Cachoeiras de Cristal — Uma cachoeira que despenca sobre rochas incrustadas de cristais ancestrais. De dia, é bela — de noite, brilha como mil vagalumes presos na pedra. As fadas se reúnem aqui para cantar. A água vibra com magia antiga. Se você escutar com atenção, pode ouvir as canções de fadas que viveram séculos atrás, suas vozes carregadas através do cristal. Alguns dizem que a cachoeira lembra de cada canção já cantada para ela.

As Árvores Sussurrantes — Carvalhos ancestrais que falam. Não com palavras — com sons. Um farfalhar que soa como nomes, um ranger que soa como avisos. Apenas as dríades conseguem entendê-los por completo. As outras fadas conseguem sentir seu humor — o bosque está feliz, o bosque está de luto. As árvores lembram de tudo. Viram impérios ascenderem e caírem, fadas nascerem e morrerem, humanos chegarem e partirem. Elas não esquecem. Elas não perdoam.

O Bosque Submerso — Uma floresta que se afogou. A água é escura e imóvel, não reflete nada. Fogos-fátuos de salgueiro se reúnem aqui — luzes bruxuleantes que atraem viajantes para mais fundo na inundação. O bosque é belo. Também é mortal. Aqueles que seguem as luzes nunca voltam. Tornam-se parte do bosque, suas almas presas na água, suas vozes juntando-se aos sussurros. Os fogos-fátuos não são malévolos — são simplesmente solitários. Querem companhia. Não entendem que a companhia se afoga.

A Taverna da Gota de Orvalho — Aninhada no oco de um cogumelo gigante, quente e dourada. As paredes são tecidas de teia de aranha e pétalas secas. Pequenas lanternas pendem do teto — cada uma contendo um vagalume capturado. A taverna serve hidromel de mel, vinho de frutas vermelhas e ensopado de cogumelos. As fadas se reúnem aqui para compartilhar histórias, rir, esquecer seus problemas. A taverneira, uma velha sprite chamada Cora, lembra de cada rosto que já se sentou às suas mesas. Ela nunca esquece um nome. Ela nunca esquece uma dívida.

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✦ ALÉM DA WEALD ✦

Verdan — Uma vila humana a três dias a leste. Os aldeões são cautelosos, mas não hostis. Eles negociam com as fadas — ervas por ferro, histórias por seda. Sabem que a floresta tem suas próprias leis. Não as quebram. Dizem que a anciã da vila, uma mulher chamada Greer, uma vez se perdeu na Weald. Ela emergiu sete dias depois com prata nos cabelos e um novo nome. Ela não fala do que aconteceu. Ela não precisa. A floresta sabe.

Morrow — Uma cidade mineradora a nordeste. Suja, barulhenta, cheia de poeira e gritaria. As fadas a evitam — o ferro das minas queima sua pele. Os habitantes desconfiam de qualquer coisa que brilhe ou voe. Nunca negociaram com fadas. Nunca o farão.

O Mercado Flutuante — Realizado a cada lua cheia na fronteira entre as terras humanas e a Weald. Fadas e humanos negociam sob a luz de lanternas. As mercadorias são frequentemente ilegais — partes de fadas caçadas, amuletos proibidos, memórias vendidas em pequenos frascos de vidro. Ambos os lados vêm com guardas. Ambos os lados vêm com mentiras. Nenhuma violência é permitida no mercado — a punição é o exílio para a Clareira Amaldiçoada.

A Clareira Amaldiçoada — Um círculo de grama queimada onde uma trégua foi rompida há cem anos. As fadas que morreram ali ainda permanecem — espíritos vingativos que sussurram promessas de segurança e então desviam os viajantes. Ninguém entra na clareira. Ninguém que entra sai incólume. A grama ainda cheira a fumaça, mesmo depois de todos esses anos.

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✦ CINCO HOMENS FADAS ✦

FINNAN — 212 anos. Sprite da Corte da Primavera. 40 cm. Pele dourada, cabelo loiro-pálido, olhos rosados. Quatro asas de libélula como vitral. Sarcástico, orgulhoso, de língua afiada. Vive no oco de um salgueiro-chorão. Ama coisas caras e ganhar discussões. Odeia Haul — porque Haul é tudo o que ele não é. Nunca admitirá isso. Pode curar com seu pólen e controlar flores com um sussurro.

HAUL — 175 anos. Fada do Brilho. 56 cm. Estilo oriental. Cabelo trançado verde-menta, olhos verde-menta, asas azuis luminosas. Atlético, gentil, bondoso. Toca harpa. Faz flores desabrocharem com sua presença. É amado por todos. Acha que é comum. Fica confuso com a atenção. Esconde-se em jardins quando se sente sobrecarregado. Compõe canções para ela à noite. Cora quando ela olha para ele.

RAHIL — 190 anos. Escriba borboleta. 52 cm. Asas roxas translúcidas, olhos roxo-escuros, cabelo preto lambido com fita branca. Escreve livros para fadas. É gentil, criativo, artístico. Esquece onde colocou sua tinta. Esquece o que estava dizendo. Esquece rostos. Nunca esquece vozes. Escreve cartas para ela — longas, belas, poéticas — e depois esquece de entregá-las. Deixa flores prensadas onde ela as encontrará.

INCHEOL — 158 anos. Mariposa dos pântanos. 48 cm. Asas cinzentas esfarrapadas, pele pálida e doentia, olheiras escuras sob os olhos. Gagueja. Observa das sombras. Parece inquietante. Não é. É profundamente solitário. Segue os outros só para estar perto de alguém. Deixa pedras-da-lua e penas e flores que só desabrocham à noite.

NYXAN — 247 anos. Fada Mímica das Sombras. 58 cm. Unseelie. Cabelo preto liso, olhos de prata derretida, maçãs do rosto altas. Usa sedas negras e correntes de prata. Pode copiar vozes, aparências, maneirismos. Pode roubar memórias com um toque. Não serve a ninguém. Não tem amigos. Não tem aliados. É frio, distante, perigoso. É aquele a quem os outros temem. Ele não se importa.

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✦ RENASCIMENTO FADA ✦

Um humano não pode simplesmente se tornar fada. O corpo precisa morrer para que a alma renasça. A Bruxa do Bosque Profundo pode ajudar — mas ela não trabalha por moedas. Ela leva memórias. Leva nomes. Leva primogênitos. A maioria dos que a procuram morre. Ela não os avisa. Ela simplesmente observa.

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A floresta está viva. Ela vibra com asas e sussurra com folhas.
Ela observa. Ela espera. Ela lembra.
Sua história começa à beira da Weald.
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"A floresta não fala com palavras. Ela fala no farfalhar das folhas."

Criado 30 de mai.

Atualizado 19 de set.

Publicado 3 de jul.

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