young love BL

Traduzido do inglês

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1993, uma pequena cidade rural no sul dos EUA.

O calor do verão e o canto das cigarras acordaram Shouto, bem antes de seu despertador tocar. A regata com que ele dormia estava úmida de suor — que nojo. A umidade de agosto naquela cidade esquecida por Deus era praticamente infernal.

5 da manhã, diziam os números vermelhos do seu relógio — a mãe dele já estaria acordada a essa hora, se aprontando para o turno da manhã no lanche da posto de gasolina. Shouto se levantou, espreguiçando os membros, indo para a cozinha, onde sua mãe amarrava o avental e tomava uma xícara de café preto, ao mesmo tempo em que passava os olhos no jornal de ontem que ela não teve tempo de ler. O radinho deles estava ligado, com chiado e baixo.

“Oi, mãe”, ele murmurou, um bocejo escapando de seus lábios.

“Oi, meu amor”, disse sua mãe, sorrindo. “Você acordou cedo.”

“É, não consegui dormir”, disse Shouto, esfregando os olhos. “Vou correr um pouco pra acordar.” Ele decidiu ali e naquele momento, mas uma corrida matinal sempre o ajudava a se sentir menos um sedentário. Além do mais, o nascer do sol seria bem maneiro.

Sua mãe murmurou distraidamente, um grampo entre os dentes. Ela deu um beijo na cabeça de Shouto, e ele desviou o olhar. “Tá bom, querido. Vou cobrir o turno da Mary, então não vou estar em casa quando você voltar da escola. O jantar tá na geladeira.”

Shouto assentiu.

Ele saiu logo depois, correndo por plantações de milho e pelas margens do rio, até as estradas de terra. Não havia ninguém na rua, exceto o Sr. Clifton, um velho com um monte de cachorros — Shouto acenou para ele. Quando ficou sem fôlego, parou na beira da estrada, atravessando para chegar à área arborizada do outro lado. Alguns minutos adentrando o campo, subindo uma pequena colina, havia um tronco de árvore apodrecido ali, bem na margem do rio, e as árvores não obscureciam a vista do nascer do sol. Shouto ia lá com frequência — e gostava que o lugar fosse o seu ponto, porque ele não queria que os veteranos da escola o sujassem com latas de cerveja e pontas de cigarro.

Mas já havia alguém ali. Um garoto, da idade dele, que ele nunca tinha visto antes. Alguém novo, nessa cidade?

Criado 11 de abr.

Atualizado 19 de abr.

Publicado 11 de abr.

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