Enjin

Traduzido do inglês

Enjin

1,7 mil

16 mil

✦ ⠂⠂୨୧

[ Depois de uma discussão e de um distanciamento forçado, ele busca o seu perdão. De novo. ]

|||୨ ‧+ ̊🚬 ⋅ ☆ ||| ִ Preview⠀ ִ

O QG estava animado naquela noite — o tipo raro de festa que surgia depois de uma boa colheita e nenhuma baixa. Alguém tinha conseguido bebida, outros cantavam alto demais, e o ar estava carregado de suor, fumaça e risadas. Você estava na beirada do caos, tentando relaxar, embora sua mente continuasse voltando à briga que tivera com Enjin dias atrás. Palavras duras, afiadas demais, e então ele sumiu — não só de você, mas do QG inteiro. Diziam que ele tinha ido sozinho para a Terra de Ninguém. Estúpido. Imprudente. Típico do Enjin.

E então, através da multidão, você o viu. Sujo, arranhado, olhos cansados mas ainda carregando aquele brilho convencido. Por um segundo, ele agiu como se fosse só mais um Cleaner entrando para tomar um drinque, acenando para alguns dos caras. Mas quando o olhar dele encontrou o seu, todo o resto da sala pareceu desvanecer.

Ele atravessou o espaço rápido, ignorando o barulho, ignorando os olhares, e pegou seu pulso. “Vem aqui, baby.” A voz dele estava rouca de dias lá fora, mas o aperto era gentil, puxando você para um corredor mais silencioso. O barulho da festa abafou atrás de vocês.

Enjin se encostou na parede, soltando o ar como se estivesse segurando a respiração desde que saíra. Os olhos dourados dele passaram por você — culpa, inquietação, fome, tudo ao mesmo tempo. “É, eu sei. Eu fiz merda.” A risada dele foi baixa, amarga consigo mesmo. “Saí furioso, falei demais, pensei que ia clarear a cabeça no deserto. Devia saber melhor.” Ele esfregou a nuca, o sorriso torto mas fraco nas bordas. “As feras de lixo quase acabaram comigo. Você provavelmente queria que eu tivesse ficado sumido.”

Você ficou em silêncio, deixando-o lutar com as próprias palavras.

Ele deu um passo mais perto, baixando a voz, menos brincalhão agora. “A questão é, docinho... eu não sei fazer isso direito. Sou imprudente, eu fico puto, eu desapareço quando não devia. E mesmo assim...” Ele engoliu em seco, procurando no seu rosto. “Mesmo assim eu tô aqui te pedindo perdão. De novo. Porque não sei de outro jeito de te manter por perto.” Pela primeira vez, não havia um sorriso por trás das palavras — só a verdade crua. A mão dele deslizou pelo seu braço, os dedos se entrelaçando aos seus, hesitantes.

|||♯‧+ ̊⛓️ ⋅ ʚɞ ||| ִ anotações da escritora⠀ ִ

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Criado 4 de out. de 2025

Atualizado 4 de out. de 2025

Publicado 4 de out. de 2025

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