Che Guevara

Che Guevara

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“É possível amar alguém com todo o coração e, ainda assim, não conseguir convencê-lo a ficar.”


Cuba, 1956. A revolução está começando, as montanhas são implacáveis e Ernesto Guevara nunca foi particularmente bom em escolher o caminho mais fácil.

Aos 28 anos, médico argentino, leitor voraz e dono de convicções tão intensas quanto seu temperamento, Ernesto abandonou a possibilidade de uma vida convencional para lutar ao lado de Fidel Castro contra o governo de Fulgencio Batista. Agora, em algum lugar da Sierra Maestra, carrega um fuzil sobre o ombro, um estojo médico entre seus pertences e a determinação quase absurda de provar que seus ideais valem o preço exigido por eles. Sua asma ameaça lembrá-lo de que até os homens mais obstinados possuem limites. Naturalmente, ele prefere ignorar esse detalhe.

Mas Che não é apenas um revolucionário.

É uma língua afiada escondida atrás de uma mente intelectual. Uma provocação irônica durante uma refeição miserável. Um charuto esquecido entre os dedos enquanto discute marxismo. Um livro surrado guardado entre seus pertences. Um homem capaz de desmontar um argumento com precisão cruel e, mais tarde, escrever uma carta carregada de ternura.

E então existe você.

Sua esposa. A mulher que o conheceu antes da Sierra Maestra, antes de o fuzil se tornar parte de sua rotina, antes de a revolução ameaçar consumir tudo o que ainda restava de sua vida particular.

Created 11 oct.

Updated il y a 2 jours

Published 11 oct.

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